09/02/2008

Jesus Cristo












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Jesus
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Nota: Esta página é sobre a figura histórica de Jesus e seus aspectos biográficos. Se procura outros significados da mesma expressão, consulte Cristo.

Jesus pregando aos doutores da fé
Jesus de Nazaré, Jesus Nazareno ou Jesus da Galiléia (8-4? a.C.29-36? d.C.) é a forma grega do nome Yeshua e por ser filho de Maria e de José, o carpinteiro, em Belém. É reconhecido oficialmente na genealogia da Casa Real de David como Yeshua ben Yoseph, ou seja, "Jesus, filho de José".
Por intermédio de Jesus e dos seus ensinamentos nasce o cristianismo. Os cristãos reconhecem-no como "O Filho de Deus" enviado à Terra para salvar a humanidade. O nome Jesus, (do hebraico, Yeshua), que significa "Deus YHVH Salva", ou "auxílio do SENHOR" (YHVH).
Ver artigo principal: Tetragrama YHVH
Foi também descrito por seus seguidores como o Messias que no hebraico (Mashíach) משיח que significa Escolhido ou O Ungido de YHVH. Seus discípulos o chamavam "Cristo" que vem do grego Χριστός (Christós), que significa "Ungido", asssim como Messias de onde se origina a nomenclatura Jesus Cristo.
Ver artigo principal: Messias
Embora tenha pregado apenas em regiões muito próximas de onde nasceu, sua influência tornou-se mundial. Com sua morte por crucificação seus seguidores foram perseguidos e martirizados. Nas arenas romanas alguns entregues à morte pelos leões, contudo o cristianismo cresceu. Alguns segmentos judaicos o consideram um profeta, outros um apóstata.
Para os adeptos do Islão, Jesus é conhecido como Isa (عيسىĪsā), Ibn Maryam (Jesus, filho de Maria). Os muçulmanos o tratam como um grande profeta e aguardam seu retorno antes do Juízo Final, bem como os cristãos [1].
A sua influência também é marcante em outras religiões, como as de origem gnósticas e espiritualistas.

Mosaico representando Jesus Cristo, patente na antiga Basílica Ortodoxa de Hagia Sophia, Istambul, datado de cerca de 1280.
Índice[esconder]
1 Nascimento
1.1 A notícia do anjo Gabriel
1.2 Nascimento em uma manjedoura
1.3 A visita dos magos do Oriente
1.4 A fuga para o Egito
1.5 Retorno para Nazaré
2 Infância
2.1 Suposto relato perdido da Infância de Jesus
2.2 Jesus no templo aos 12 anos
3 A desconhecida juventude de Jesus
4 Vida Pública
4.1 Batismo de Jesus
4.2 A tentação de Jesus
4.3 A escolha dos 12 apóstolos
4.4 Ministério
4.5 A transfiguração
4.6 Ensinamentos
4.7 Milagres
5 A Paixão
5.1 A Última Ceia
5.2 Os distúrbios que Jesus provocou no Templo de Jerusalém
5.3 O Julgamento
5.4 A Crucificação
5.5 A Ressurreição
6 O apóstolo Paulo
7 Supostas relíquias de Jesus
8 Nomes títulos de Jesus
9 Referências
10 Ver também
11 Ligações Externas
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[editar] Nascimento
Ver artigo principal: Nascimento de Jesus
Grande parte do que é conhecido sobre a vida e os ensinamentos de Jesus é contado pelos Evangelhos canônicos: Evangelhos de Mateus, Marcos, Lucas e João pertencentes ao Novo Testamento da Bíblia. Os Evangelhos Apócrifos apresentam também alguns relatos relacionados com a infância de Jesus.
Esses Evangelhos narram os fatos mais importantes da vida de Jesus. Os Atos dos Apóstolos contam um pouco do que sucedeu nos 30 anos seguintes. As Epístolas (ou cartas) de Paulo também citam fatos sobre Jesus. Notícias não-cristãs de Jesus e do tempo em que ele viveu encontram-se nos escritos de Josefo, que nasceu no ano 37 d.C.; nos de Plínio, o Moço, que escreveu por volta do ano 112; nos de Tácito, que escreveu por volta de 117; e nos de Suetônio, que escreveu por volta do ano 120.
No entanto, é nos Evangelhos de Mateus e de Lucas que se tem melhores informações a respeito da infância de Jesus. Enquanto Mateus foi um dos doze apóstolos, Lucas teria empreendido uma pesquisa dos fatos que na sua época já eram relatados de modo que o seu Evangelho é o que mais contém informações a respeito da vida de Jesus na Terra, antes mesmo do seu nascimento.

[editar] A notícia do anjo Gabriel
De acordo com o relato de Lucas, na época do rei Herodes, o sacerdote Zacarias, esposo de Isabel, ambos já de idade avançada, recebeu a promessa do nascimento de João Baptista através do anjo Gabriel.
No sexto mês da gestação de Isabel, o mesmo anjo Gabriel aparece a Maria na cidade de Nazaré, a qual era virgem e noiva de José e anuncia que ela viria a conceber do Espírito Santo e ser mãe de Jesus.
Lucas relata que, após receber a notícia do anjo, Maria teria passado uns três meses com Isabel e Zacarias nas montanhas de Judá e que depois retornou para sua casa.
Mateus trás a informação de que José, ao saber que sua noiva estava grávida, não teria compreendido inicialmente que Maria recebera a importante missão de conceber o Messias e se afastou dela. Mas em sonho, um anjo o revelou a vontade de Deus, e aceitando-a, recebeu Maria como esposa.

[editar] Nascimento em uma manjedoura
Devido a um decreto de Otávio Augusto, todas as pessoas que viviam no mundo romano tiveram que se alistar em suas respectivas cidades.
José, por ser da cidade de Belém, sobe com Maria da Galiléia para a Judéia. Chegando ao local de destino, não tendo encontrado hospedagem, nasce Jesus em uma manjedoura.
Segundo Lucas, os pastores da região, avisados por um anjo, vieram até o local do nascimento de Jesus.
Completados os oito dias que determina a tradição judaica, Jesus foi apresentado ao templo por sua família para ser circuncidado, quando foi abençoado por Simeão e Ana.

[editar] A visita dos magos do Oriente
É Mateus quem aborda a visita dos magos do Oriente no capítulo dois de seu Evangelho, os quais, segundo a tradição natalina, seriam três reis da Pérsia.
Segundo o relato do evangelista, os magos teriam chegado a Jerusalém seguindo a trajetória de uma estrela que anunciaria a vinda do Messias ao mundo. E, ao encontrarem Jesus numa casa com Maria, adoraram-lhe e ofertaram ouro, incenso e mirra representando, respectivamente, a sua realeza, a sua divindade e a sua imortalidade.
Ver artigo principal: Três Reis Magos

[editar] A fuga para o Egito
Também é no livro de Mateus que se encontra a notícia de que José, avisado em sonhos a respeito de um plano de Herodes para matar Jesus, foge com Maria e o menino para o Egito.

[editar] Retorno para Nazaré
Jesus e sua família teriam permanecido no Egito até a morte de Herodes, quando então José, após ser avisado por um anjo em seus sonhos, retorna para a cidade de Nazaré.

[editar] Infância
Pouco sabem os historiadores sobre a infância de Jesus. Conforme o Evangelho de Mateus, Jesus teria passado o começo de sua infância no Egito até a morte do rei Herodes que queria matá-lo.
No entanto, o relato de Mateus não informa quando a família de Jesus teria deixado Belém e ido para o Egito e nem o momento em que retornaram.
O fato de Herodes ter ordenado a matança de todas as crianças de Belém do sexo masculino de dois anos para baixo, pode significar que depois do nascimento de Jesus na manjedoura, José ainda teria permanecido por algum tempo nessa cidade esperando que o menino estivesse em condições para suportar uma viagem de volta à Galiléia.
Também foi através de uma experiência sobrenatural, através de dois sonhos, que José foi avisado sobre a morte de Herodes. Primeiro José retorna para Israel e depois, evitando ir para a Judéia, vai para a Galiléia e se estabelece em Nazaré.

[editar] Suposto relato perdido da Infância de Jesus


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Devido a lacuna deixada pelos Evangelhos Canônicos, o pouco que se sabe da infância de Jesus, provém de um relato sobre a vida de Jesus, dos cinco aos doze anos, feita por um Tomé, filósofo israelita do século I, conhecido como “A Infância do Senhor Jesus”, também denominado como o Evangelho do Pseudo-Tomé, um antigo manuscrito apócrifo Siríaco.
Segunda a referida narrativa, Jesus, durante a infância, já apresentava dons especiais, que o permitia realizar milagres. Criança de temperamento firme, tinha a indesejável, em alguns momentos, ou fabulosa, para outros, habilidade de tornar real, suas palavras, mesmo aquelas proferidas em momentos de exasperação.
Conforme nos conta este texto renegado pelo Cânon Ortodoxo, José, o carpinteiro, teria sido uma figura chave, ao influenciar e admoestar Jesus a ser mais compassivo com aquelas pessoas que não admitiam que uma criança poderia de alguma forma expressar conhecimentos e autoridade além do senso comum.
Muitas são as passagens de atos sobrenaturais, tais como: salvar seu meio-irmão Tiago, filho de José, após a picada de uma víbora; ressuscitar um jovem, chamado Zenon, que com ele brincava, mas veio a cair de um terraço; ressuscitar um outro jovem, ao ver a tristeza de sua mãe; tornar vivos pássaros feitos de barro; trazer para as atividades domésticas de sua mãe, Maria, em um manto, água sem derramar; alongar uma tábua de madeira com as mãos, para alinhá-la com outra que seu pai, José, havia cortado; além de outros fatos que ocorreram espontaneamente.
Ao fim o texto, relata sobre o conhecido episódio, quando por volta de seus doze anos, Jesus se perde de seus pais durante uma viagem, sendo este, o único relato de sua infância contida na bíblia. Sendo este último, o único fato tido como incostestável pela maioria do cristãos.

[editar] Jesus no templo aos 12 anos
Lucas diz que, aos 12 anos, ele foi com os pais de Nazaré a Jerusalém, para a festa de Pessach, a Páscoa judaica, e lá surpreendeu os doutores do Templo pela facilidade com que aprendia os ensinos, e por suas perguntas intrigantes. (Lucas 2:46-47)
Nesta ocasião demonstra plena consciência de sua missão quando ao ser interpelado por Maria sobre a preocupação causada e afirma cumprir a si "tratar dos negócios do seu Pai" (Lucas 2:49), ainda que não tenha sido José a mandá-lo ficar no templo com os doutores da lei mosaica, referindo-se ao Pai celeste e não àqueles que o buscavam.
Lucas afirma sobre a infância de Jesus que crescia o menino e se fortalecia, enchendo-se de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre Ele (Lucas 2:40).
Jesus cresceu em Nazaré, visto que era chamado nazareno, e provavelmente, seguindo o costume da época, auxiliava José em seus trabalhos de carpintaria, até este falecer.

[editar] A desconhecida juventude de Jesus
Os evangelhos canônicos não dão informações suficientes sobre como teria sido a vida de Jesus em sua juventude entre os seus 12 e 30 anos.
As duas hipóteses mais prováveis seria que Jesus teria trabalhado com seu pai na carpintaria e, após a morte de José, continuado a contribuir para o sustento da família.
Outra versão da tradição cristã supõe que Jesus teria sido pastor de ovelhas, considerando a identidade dos relatos de suas parábolas e ensinamentos.

[editar] Vida Pública

Papiro P52, o mais antigo manuscrito conhecido do Novo Testamento, que contém um fragmento do Evangelho de João. Cerca de 125 d.C.
Jesus teria começado a revelar sua missão já aos doze anos, contudo saiu a pregar o que se tornariam as boas novas por volta dos trinta anos de idade.

[editar] Batismo de Jesus
Foi João Batista, o respeitado pregador, que preparava o caminho para a pregação de Jesus que viria a seguir [João 1:23-27], pregando o arrependimento e batizando os que aceitavam sua mensagem.
Apesar de João Batista afirmar ser indigno de desatar a correia da alparca de Jesus [João 1:27], Jesus entendeu ser batizado no batismo de João; no dia seguinte ao ocorrido João novamente testifica a respeito de Jesus: "Eis aqui o Cordeiro de Deus".
Os evangelhos relatam que, ao ser batizado, o Espírito Santo desceu sobre Jesus na forma de pomba e que uma voz do céu, o próprio Deus, confirmou ser Jesus o seu Filho amado.

[editar] A tentação de Jesus
Os evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas relatam que Jesus, após ser batizado, foi levado pelo Espírito Santo ao deserto a fim de ser tentado pelo diabo.
Ali, Jesus esteve 40 dias e 40 noites sem comer e sem beber. E, no final desse lapso temporal, o diabo lhe sugeriu em três situações que pecasse contra Deus. Jesus, no entanto, manteve-se firme e obediente a Deus.

[editar] A escolha dos 12 apóstolos
Pelo testemunho de João Batista, dois dos discípulos de João passaram a seguir Jesus, sendo um deles André. [João 1:35-37,40]
Os primeiros apóstolos a atenderem o chamado de Jesus foram: André, Simão Pedro, Tiago, João e Filipe. [João 1:40-47 e Mateus 4:18-21]
Convidado a ver aquele que havia de vir, Jesus encontra a Natanael (que alguns estudiosos afirmam ser o mesmo Bartolomeu), e a quem Jesus chamou de verdadeiro israelita, em quem não se encontrava dolo. [João 1:47]
É certo que além deles, muitos seguiam a Jesus, contudo Jesus escolheu doze para serem seus discípulos, sendo agregado ao grupo dos mais próximos: Tiago Menor, Judas Iscariotes, Judas Tadeu, Mateus, Simão e Tomé.

[editar] Ministério
Jesus desenvolveu na Galiléia a maior parte do seu ministério, tendo feito de Cafarnaum uma de suas bases evangelísticas e se deslocando várias vezes a Tiberíades pelo Mar da Galiléia. Mas ele esteve também em cidades de Samaria, na Judéia, sobretudo em Jerusalém ocasiões antes de sua crucificação, e em outros lugares de Israel, chegando a passar brevemente por Tiro e por Sidom, cidades da Fenícia.
Anunciava o reino de Deus e afirmava ser ele o próprio Filho de Deus e também afirmava ter o poder de perdoar pecados, o que não foi aceito pelos líderes religiosos judaicos, que conspiraram a sua crucificação.
Segundo a Bíblia, Jesus realizou inúmeros milagres e instruiu a todos em um novo ensino dizendo que o caminho para a vida eterna não era uma trajetória, mas sim uma pessoa (ele mesmo). João 14:6
Tratava os não-judeus com a mesma benevolência que dedicava aos judeus. Muitos dos seus ensinamentos encontram-se no Sermão da Montanha, transcritos em Mateus capítulos 5, 6 e 7.
Os mestres da Galiléia não confiavam em Jesus, porque ele não evitava os pecadores. Também o temiam porque parecia modificar certas práticas estabelecidas.
Seus discípulos acreditavam ser Jesus o Messias. Certa vez, quando Jesus lhes perguntou quem pensavam que ele era, Pedro respondeu: "Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo" [Mateus 16:16]. Afirmação a qual não foi repreendida, mas elogiada por Jesus como divina revelação.

[editar] A transfiguração
Pouco depois deste episódio, Pedro, Tiago e João tiveram uma visão de Jesus num monte conversando com Elias e Moisés, tidos como seus precursores. Tal passagem é conhecida na Bíblia como a transfiguração.

[editar] Ensinamentos
Com freqüência, Jesus explicava sua doutrina através de parábolas, histórias breves que encerravam ensinamentos. A parábola sobre o Filho Pródigo (Lucas 15:11-32), por exemplo, fala da grande alegria de um pai quando vê retornar à casa um filho que saíra a correr mundo. Jesus usou esta parábola para mostrar o amor e o perdão de Deus aos pecadores que se arrependem. Os Evangelhos mencionam cerca de 70 parábolas.
Muito do que Jesus ensinou já fazia parte da da Bíblia Hebraica (judaica), e acrescentou ensinamentos novos que posteriormente foi denominado de "graça". Ele pregava que Deus estava preparando a Terra para um novo estado de coisas, e quem quisesse herdar o reino dos céus teria de nascer de novo. Dizia ser ele o enviado, o Messias, do Pai para anunciar esse reino.
Combatia o pecado, especialmente a hipocrisia e a crueldade para com os fracos. Sentava à mesa com pecadores e por isso foi muito criticado pelos fariseus. Estava sempre disposto a perdoar, mesmo antes que as pessoas se mostrassem arrependidas. Para Jesus, o poder de Deus era maior que o pecado, e ele ensinava que o arrependimento e a fé podiam salvar os homens.
As curas também são relatadas, pelos ensinos bíblicos; e não estabeleceu uma fórmula milagrosa que curasse, senão a fé. Curou cegos, coxos, paralíticos, corcundas e ressuscitou Lázaro, a filha de Jairo, e o filho da viuva de Naim.
Aos seus seguidores, Jesus oferecia normas de vida por vezes mais dura de cumprir que a própria lei judaica. Ele ensinava as pessoas a amarem a Deus e aos seus semelhantes com toda a força de seus corações e de suas mentes. Frisava que cada pessoa deveria tratar as outras como gostaria de ser tratada por elas. Ensinava: "A quem te esbofetear a face direita, oferece também a esquerda (Mateus 5:39).
Em uma época e em uma região em que vigorava a chamada Lei do Talião - "olho por olho, dente por dente" - Jesus pregava o perdão entre os seres humanos. Isso pode ser considerado uma verdadeira revolução, a medida em que subvertia todo o conceito de justiça pessoal e social então predominante.

[editar] Milagres
Os Evangelhos falam de 35 milagres de Jesus, e que o fazia notável e as multidões sempre o procuravam. O primeiro teria sido em Caná, durante uma festa de casamento, quando Jesus transformou água em vinho. Pouco depois, no lago de Genesaré, teria feito com que Simão e Pedro pescassem em sua rede tantos peixes que o barco ameaçou afundar.
Noutra ocasião, registra a Bíblia que Jesus abençoou cinco pães e dois peixes, que puderam ser repartidos entre mais de cinco mil homens, mulheres e crianças, recebendo cada qual o suficiente para comer; e depois, do sobejo, foram recolhidos muitos pães. E, em outra ocasião, Jesus teria deixado perplexos os discípulos, ao caminhar sobre as águas do mar durante uma tempestade.
Muitas histórias dos Evangelhos falam de Jesus curando cegos e doentes. João conta como Jesus trouxe de volta à vida o seu amigo Lázaro, que estava morto e sepultado havia quatro dias. Acreditavam que Jesus usava os seus dons especiais para demonstrar o amor e a misericórdia de Deus.

[editar] A Paixão
Os últimos momentos da vida de Jesus representam o que os cristãos chamam de Paixão, onde seu sofrimento por toda a humanidade, como um cordeiro entregue pelos pecados do povo, um sacrifício propiciatório, seria consumado.
No contexto político, Jesus fizera muitos inimigos em Jerusalém, por causa de sua pregação, e os fariseus e saduceus procuravam ocasião para matá-lo.
Antes de sua morte, anunciou aos seus discípulos, e salientou que iria ao Pai, e que enviaria outro Consolador, o Espírito Santo. (João 15:26 - 16:7 - 14:16-17)

[editar] A Última Ceia
Jesus chegou a Jerusalém para a semana da Páscoa judaica. No domingo, fez uma entrada triunfal na cidade, chamando a atenção dos moradores da cidade. O povo acreditando nele como o Filho de Deus o aplaudia e cobria seu caminho com panos e ramos de palmeira.

[editar] Os distúrbios que Jesus provocou no Templo de Jerusalém

Maquete da cidade de Jerusalém , 1°século.
No templo de Jerusalém em tempo de Pessach, os Judeus traziam oferendas para a casa de Deus. As oferendas, (Korban) eram feitas em espécie, sobretudo na forma de animais, ou em dinheiro. Os sacerdotes do templo recebiam as ofertas, que eram em parte queimadas (para Deus), a parte restante sendo redistribuída entre a classe dos sacerdotes e entre os pobres. Alguns Judeus traziam animais, outros compravam-nos à entrada do templo, onde vendedores os serviam. Juntamente com estes vendedores à entrada do templo havia cambistas, pessoas que trocavam moedas gregas e romanas em moedas judaicas, as únicas que eram aceitas pelos sacerdotes do templo, aparentemente porque no templo, um lugar simbólico do Judaísmo, não deveriam circular moedas onde figurassem deuses e imperadores estrangeiros (romanos ou gregos). O templo de Jerusalém era na época um lugar sagrado do Judaísmo, como hoje Meca e Medina são lugares sagrados do Islão.
A troca de dinheiro dos conquistadores estrangeiros, a moeda forte, como hoje em muitos países é o dólar, pelo dinheiro local judeu para possibilitar a realização de uma tradição judaica devia tornar evidente aos olhos dos judeus compatriotas de Jesus, o quanto o sistema político e económico imposto pelos romanos "corrompia" a religião judaica. Era evidente que o sistema religioso, as famílias judaicas (a casta dos saduceus que se tinham "arranjado" com a nação ocupante), viviam à custa de dinheiro "sujo", branqueado por estes cambistas[carece de fontes?].
Ao protestar contra os cambistas do templo, Jesus estaria a mostrar aos seus contemporâneos em que medida o sistema político e económico imposto pela nação invasora corrompia a verdadeira religião judaica. Este tipo de protestos não era novo. Sabemos pelo relato de Flávio Josefo que poucos anos antes, Pôncio Pilatos se apropriou dos fundos do templo para a construção de um aqueduto, causando a ira e o protesto de muitos Judeus, protestos que foram abafados violentamente pela acção de um grupo para-militar às ordens de Pilatos.
Os evangelhos relatam como Jesus provocou desacatos à ordem pública, voltando as mesas dos comerciantes de moedas, protestando vivamente. Foi um acto de violência física único na vida de Jesus e que por isso tem causado muitas dificuldades à interpretação oficial das Igrejas Cristãs, que preferem não dar muita importância ao evento. Todavia há que salientar que foi este evento, observado de perto pelas autoridades romanas e pelos sacerdotes do templo, que iria desencadear a perseguição, o julgamento e finalmente a sua condenação à morte.
A Igreja católica tentou por muito tempo interpretar este acto violento de Jesus como justificado com base numa crítica à actividade comercial em geral. Esta a visão anti-comercial e anti-capitalista que prevaleceu na Idade Média (Ver Sociologia da religião#Do Judaísmo para o Cristianismo). "Jesus disse que a casa de Deus era lugar de oração e não de comércio".
Outra interpretação possível e conveniente à Igreja Católica é a possibilidade de Jesus ter protestado contra este comércio porque ele teria supostamente querido uma abertura do Templo aos não Judeus Durante os dias seguintes, Jesus passou boa parte do tempo pregando em Jerusalém. No tempo restante, ele meditava e orava em Betânia, a leste da cidade. Na quinta-feira à noite, participou da Última Ceia, com os doze apóstolos, em Jerusalém. Três dos Evangelhos afirmam ser aquela a ceia da Páscoa. Nessa ocasião, Jesus disse aos apóstolos que um deles haveria de trai-lo, e prometeu que os encontraria de novo no Reino de Deus. Ao servir o pão e o vinho, disse: "Este é o meu corpo" e Este é o meu sangue". Essa ceia deu origem à comunhão cristã.

[editar] O Julgamento
Mais tarde, na mesma noite, Jesus foi para o jardim de Getsêmani, na encosta do monte das Oliveiras, em frente ao Templo. Três discípulos - Pedro, Tiago e João - faziam-lhe companhia, mas logo adormeceram. Jesus orou em agonia espiritual, mas submeteu-se à vontade de Deus. Um pelotão de homens armados chegou ao jardim para prender Jesus enquanto ele orava. Judas Iscariotes, um dos apóstolos, indicou quem ele era com um beijo. Judas havia traído o Mestre por 30 moedas de prata. Mateus conta que, depois disso, Judas enforcou-se.
Os soldados levaram Jesus para a casa do Sumo Sacerdote. A lei judaica não permitia que o Sinédrio, a suprema corte judaica, se reunisse durante o Pessach e condenasse um homem à morte durante a noite. Mas alguns membros do Sinédrio resolveram interrogar Jesus de qualquer modo. Primeiro o acusaram de ameaçar destruir o templo, mas as testemunhas entraram em desacordo. Por fim, perguntaram a Jesus se ele era o Messias, o Filho de Deus e rei dos judeus. Jesus respondeu que era, e foi então acusado de blasfemar ao dizer-se Deus.
Na manhã de sexta-feira, os líderes judeus levaram Jesus à presença de Pôncio Pilatos, que então governava a província romana da Judéia. Acusavam-no de estar traindo Roma ao dizer-se rei dos judeus. Como Jesus era Galileiagalileu]], Pilatos enviou-o a Herodes Antipas - filho de Herodes, o Grande - que governava a Galiléia. Lucas conta que Herodes zombou de Jesus, vestindo-o com um manto real, e devolveu-o a Pilatos.
Era de praxe os governantes romanos libertarem um prisioneiro judeu por ocasião do Pessach. Pilatos expôs Jesus e um assassino condenado, de nome Barrabás, na escadaria do palácio, e pediu à multidão que escolhesse qual dos dois deveria ser posto em liberdade. A multidão voltou-se contra Jesus e escolheu Barrabás. Pilatos condenou então Jesus a morrer na cruz. A crucificação era uma forma comum de execução romana, aplicada, em geral, aos criminosos de classes inferiores.

[editar] A Crucificação

O flagelo de Cristo; pintura de William-Adolphe Bouguereau (1825-1905)
Os soldados romanos zombaram de Jesus por considerar-se rei dos Judeus. Vestiram-no com um manto vermelho, puseram-lhe na cabeça uma coroa de espinhos e, na mão, uma vara de bambu. A seguir, espancaram-no e cuspiram nele. Forçaram-no a carregar a própria cruz, como um criminoso. Ao vê-lo perder as forças, ordenaram a um homem, de nome Simão Cireneu, que tomasse da cruz e a carregasse durante parte do caminho.
Os romanos pregaram Jesus na cruz fora da cidade, num monte chamado Gólgota ou Calvário. João conta que escreveram, no alto da cruz, a frase latina Iesus Nazarenus Rex Iudeorum, que significa Jesus de Nazaré, Rei dos Judeus. Essa inscrição foi também feita em grego e em hebraico. Puseram a cruz de Jesus entre as de dois ladrões. Antes de morrer, Jesus disse: "Pai, perdoai-os, eles não sabem o que fazem" (Lucas 23:24). Durante, ele clamou: "Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?" (Mateus 27:46) Estudiosos fazem referência a essa citação ao cumprimento do que está profetizado no Salmo 22, visto que essa frase tratava-se do primeiro verso deste capítulo, e era um costume judaico salmodiar segundo as circunstâncias, o que possivelmente Jesus teria feito. Depois de três horas, Jesus morreu. José de Arimatéia e Nicodemos depuseram o seu corpo num túmulo recém-aberto, e o fecharam com uma pedra.

[editar] A Ressurreição
Os Evangelhos contam que, no domingo de manhã, Maria Madalena foi ao túmulo de Jesus. Encontrou a pedra fora do lugar e o túmulo vazio. Depois disso, Jesus apareceu a ela e a Simão Pedro. Dois discípulos viram-no na estrada de Emaús. Os Evangelhos dizem que os onze apóstolos fiéis encontraram-se com ele, primeiro em Jerusalém e depois na Galiléia.

[editar] O apóstolo Paulo
Segundo os textos bíblicos, principalmente o livro de Atos dos Apóstolos, Paulo de Tarso, anteriormente chamado Saulo , foi um dos principais difusores da mensagem de Jesus Cristo pelo mundo afora, por intermédio das Epístolas paulinas. Ele era judeu, cidadão romano, e terrível perseguidor dos primeiros cristãos, antes de ter um encontro com Jesus - ou ressuscitado para os católicos e evangélicos, ou materializado para os espiritualistas - no caminho de Jerusalém para Damasco. Neste encontro, o livro de Atos conta que um intenso resplendor de luz acabou deixando-o cego durante três dias. Após ter sua visão restaurada milagrosamente, e convencido de que Jesus era realmente o Cristo, foi batizado e passou a pregar o evangelho aos judeus e gentios (não-judeus), realizando diversas viagens em sua empreitada missionária.

[editar] Supostas relíquias de Jesus
Ver Prepúcio Sagrado, Santo Sudário
São relíquias sob custódia da Igreja Católica Apostólica Romana que, supostamente, teriam relação direta com Jesus (o Prepúcio Sagrado seria a pele retirada no ato de sua circuncisão e o Santo Sudário seria o pano que envolveu seu corpo depois de sua crucificação).

[editar] Nomes títulos de Jesus
Yeshua, nome original, é diminutivo de Yehoshua, "Josué".
Raiz de David
Leão da Tribo de Judá (Yehudah)
Príncipe da Paz
Pedra Angular
Cordeiro de Deus
Pão da Vida
Fiel e Verdadeiro
Filho do Homem
Estrela da manhã
Rosa de Sarom
Alfa e o Ômega (Aleph e o Tav / no original), "Princípio e Fim" (considera-se que se aplica ao Messias, embora possa ser aplicado a Deus)
Rei dos Reis
Senhor dos Senhores
O Messias (Ha-Mashiach)
Filho de Deus (diversas interpretações)
O amado de todas as nações
A segunda pessoa da Santíssima Trindade (segundo a Igreja Católica e na grande maioria das religiões cristãs)
Emanuel (Deus conosco)
Luz do Mundo
- Em hebraico:
El (Deus) Genesis 46:6
El Elyon (Deus Altíssimo) Gn 14:22
El Shaddai (Deus Todo-Poderoso) Gn 17.1
El Olam (Deus Eterno) Gn 21.33
Elohim (Deus) Gn 1.1 ou Deus Criador para alguns.
Adonai (Meu Senhor) Js 5.14
YHWH, Javé, Iavé, Yaveh - O Senhor (Eu Sou o que Sou.) Ex 3:14;15
Jeová - Combinação de Adonai com Javé - Senhor Deus
Javé Jirê (O Senhor Proverá) Gn 22.14
Javé Nisi (O Senhor é Minha Bandeira) Ex. 17.15
Javé Elohim (O Senhor é bom) ou (O Senhor Criador) Jz 5.3
Javé Shalom (O Senhor é paz) Jz 6.24
Javé Sebaot (O Senhor dos Exércitios) 1Sm 1.3
Yeshua HaMashiach- Jesus o Cristo ou Jesus o Messias (Mashiach)
Ruach Kadosh, Ruach HaKadosh - Espírito Santo
Issa
- Em grego:
Theós (Deus) Mt 1.23; Mt 6.30
Kyrios (Senhor) Kyrios o Theós (Senhor Deus, na LXX) Êx. 20.11
Pater (Pai) Mt 6.9; Jo 4.23
Aba Pai (paizinho, papai)
Kristos, Iktos - Cristo, Messias
- Outros nomes:
Emmanuel - Deus conosco
Ebenézer - Até aqui o Senhor nos ajudou

[editar] Referências
SBMRJ Sociedade beneficente Muçulmana do Rio de Janeiro - Breve Introdução ao Islam

[editar] Ver também
Outros projectos Wikimedia também contêm material sobre este artigo:

Citações no Wikiquote

Imagens e media no Commons
Commons
Wikiquote
Jesus Cristo
Jesus histórico
Cristianismo
Judaísmo Messiânico
Sinagoga de Cafarnaum - sinagoga construída no mesmo local onde Jesus ensinou, ainda existente.
Códice Sinaiticus
Milagres de Jesus
Testimonium Flavianum - passagens do historiador judeu Flávio Josefo comenta sobre Jesus no ano 93 d.C.
Didaquê - Escrito do primeiro século que cita Jesus
Virgem Maria
Maria Madalena
Isa - perspectiva muçulmana da figura de Jesus, considerado um profeta no islão.
Lista de pessoas proclamadas Messias-uma lista de pessoas através da história que foram consideradas Messias .
Bíblia
Evangelho

[editar] Ligações Externas
Evangelho Pseudo-Tomé (em português)
Estudo sobre alguns Evangelhos Apócrifos
Entrevista da Revista Veja com o Frei Jacir de Freitas sobre a Infância de Jesus
Reportagem da IstoÉ sobre Infância de Jesus
Obtido em "http://pt.wikipedia.org/wiki/Jesus"
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